14/09/2017

Porto Editora - Rabih Alameddine faz ode à literatura em "Uma Mulher Desnecessária"

Título: Uma Mulher Desnecessária 
Autor: Rabih Alameddine 
Págs.: 264 
PVP: 17,70 €

Romance foi distinguido com o Prémio Femina e finalista do National Book Award 

Na cidade de Beirute, uma mulher tem como única companhia os seus livros e todos os anos traduz um, que depois guarda. Aaliya, o seu nome, é a narradora de Uma Mulher Desnecessária, do libanês Rabih Alameddine, que a Porto Editora publica a 21 de setembro. Vencedor do Prémio Femina para melhor romance estrangeiro e finalista do National Book Award, este livro apresenta-nos a história de uma mulher muito singular que, à margem dos horrores da guerra civil, dedica a sua vida à leitura e tradução de obras icónicas da literatura ocidental. Tolstoi, Faulkner, Hemingway, Dostoiévski, Calvino, Borges, Nabokov, Javier Marías, José Saramago são alguns dos personagens que vão entrando no mundo de Aaliya, um mundo de deslumbramentos, memórias e anseios.  Numa homenagem à beleza e às artes, Uma Mulher Desnecessária revela a capacidade redentora dos livros e como nos podem ajudar a definir quem somos. 

SINOPSE 
Aaliya Saleh vive sozinha no seu apartamento em Beirute, rodeada por pilhas e pilhas de livros. Sem Deus, sem pai, sem filhos e divorciada, Aaliya é o «apêndice desnecessário» da sua família. Todos os anos, ela traduz um novo livro para árabe, e depois guarda-o. Os trinta e sete livros que Aaliya já traduziu nunca foram lidos por ninguém. Depois de ouvir as vizinhas, as três «bruxas», a criticar a extrema brancura do seu cabelo, Aaliya tinge-o… de azul. Neste assombroso retrato da crise de idade de uma mulher solitária, os leitores seguem a mente errante de Aaliya, à medida que ela vagueia pelas visões do passado e do presente da capital do Líbano: reflexões coloridas sobre literatura, filosofia e arte são invadidas por memórias da guerra civil libanesa e do próprio passado volátil de Aaliya. Ao tentar superar o envelhecimento do corpo e as inoportunas explosões emocionais que o acompanham, Aaliya é confrontada com um desastre impensável que ameaça estilhaçar a quietude da vida que ela escolheu para si mesma.  

O AUTOR 
Rabih Alameddine nasceu na Jordânia. Filho de pais libaneses, viveu no Kuwait, no Líbano, em Inglaterra e nos Estados Unidos da América. Autor dos romances Koolaids e I, the Divine, e da coletânea de contos The Perv, dedicou oito anos de intenso trabalho a traçar, como um verdadeiro hakawati, as Mil e Uma Noites deste século em O Contador de Histórias, um romance cativante e gracioso, que o colocou nas listas de autores mais vendidos de todo o mundo, com o aplauso tanto do público como da crítica. Divide o seu tempo entre São Francisco e Beirute.
 
CRÍTICAS DE IMPRENSA:
«Uma Mulher Desnecessária dramatiza o funcionamento de uma mente maravilhosa. A mente pertence à protagonista, e está cheia de inteligência, perspicácia, memórias e arrependimentos estranhos. Mas, como no trabalho de Calvino ou Borges, a mente é também a do escritor. […] Sobre todo este ato de criação ferozmente original […] está a ideia da palavra escrita com amor, sagacidade, compreensão e um tipo raro de sabedoria.» Colm Tóibín  
«Uma das personagens femininas mais belas e originais dos últimos tempos.» Mathias Enard  
«Uma Mulher Desnecessária é uma reflexão sobre envelhecimento, política, literatura, solidão, dor e resiliência.» The New York Times  
«Uma pérola literária!» Kirkus Review 

 

VOGAIS: Que a Força esteja com... Os Diários da Princesa, de Carrie Fisher (Divertido, hilariante e memorável)

«Uma meditação ponderada e sarcástica do preço da fama.» — The New York Times Book Review

Há muito tempo, num estúdio em Inglaterra...

«Passei tantos anos a não contar que eu e o Harrison tivemos um caso durante o primeiro filme Star Wars, que é difícil saber exatamente como contá‑lo agora.»

Quando Carrie Fisher descobriu os diários que manteve durante as filmagens do primeiro Star Wars, ficou surpreendida com o que encontrou: poemas lamurientos, meditações ingénuas, e uma vulnerabilidade que mal conseguiu reconhecer. Hoje, a sua fama enquanto autora, atriz e ícone da cultura pop é indiscutível, mas, em 1977, Carrie era uma adolescente com uma paixão pelo seu coprotagonista, Harrison Ford.

Os excertos partilhados em Os Diários da Princesa (Ed. Vogais | 272 pp | 18,79€ | 18 de setembro) são uma lembrança íntima e reveladora do que aconteceu no set de um dos mais famosos filmes de sempre — e o que se passou nos bastidores. É também uma reflexão sobre as alegrias e a loucura da celebridade, e o absurdo de uma vida nascida na realeza de Hollywood, ultrapassada pela sua própria realeza uma galáxia distante.

Divertido, hilariante e memorávelOs Diários da Princesa proporcionam uma visão perspicaz do tipo de estrelato que poucos alguma vez viverão.
 
​ ​ EXCERTOS
«Eu gostava de ser a Princesa Leia. Ou de que a Princesa Leia fosse eu. Com o tempo, achei que nos fundíramos numa só. Acho que ninguém pode pensar na Leia sem eu estar latente algures. E não me refiro a masturbação. Portanto, a Princesa Leia somos nós.»
«Se eu andasse no liceu em vez de a fazer espetáculos com a minha mãe, teria tido acesso aos locais mais adequados ao aparecimento das minhas emoções de adolescente. Teria vivido uma vida de adolescente. Mas dado não estar a desfrutar dessa vida, passava a vida apaixonada por homens gays. Além do Lynn, também houve o Albert, bailarino no show da Broadway Irene, com a Debbie. Era atraente e gay (apesar de, na minha opinião pouco informada, não se perceber) e costumávamos curtir nos camarins. A minha mãe estava ao corrente, por isso, que merda era aquela? Eu só tinha 15 anos e era um fruto apetecido, mas ilegal. A minha mãe disse:
— Se vais fazer sexo com o Albert, se quiseres eu posso assistir e dar indicações. Para ser justa, nessa altura a minha mãe andava mesmo de cabeça perdida. Toda a vida dela se desmoronava, por isso ela tentava escora‑la providenciando algum amor de mãe aberto e/ou excêntrico.» 

SOBRE A CARRIE FISHER
Carrie Fisher foi atriz, escritora e humorista. De nacionalidade americana, foi famosa desde o seu nascimento, em 1956, fruto da celebridade dos pais, Debbie Reynolds e Eddie Fisher. Tornou-se um ícone de impacto mundial ao interpretar a Princesa Leia na série Star Wars, papel que a havia de acompanhar ao longo de toda a vida e carreira, e que levaria a Disney a atribuir-lhe o título de Disney Legend postumamente, em 2017.
Combateu, ao longo da vida, o distúrbio bipolar que lhe foi diagnosticado, e tornou-se uma das vozes públicas mais importantes a advogar pela causa das doenças mentais. Faleceu, de ataque cardíaco, em dezembro de 2016. 


«O Apelo Selvagem», de Jack London - lealdade e perda, crueldade e redenção num clássico da literatura juvenil

O Apelo Selvagem
Jack London
Género: Clássicos da Literatura Juvenil 
N.º de páginas: 136
Data de lançamento: 15 de setembro de 2017
PVP: € 9,90 

«O Apelo Selvagem»: lealdade e perda, crueldade e redenção num clássico da literatura juvenil Uma inspiradora história de aventuras e perigos com uma mensagem atual

Chegará às livrarias a 15 de setembro o livro mais aclamado do autor norte-americano Jack London. «O Apelo Selvagem» é uma referência da literatura juvenil, inserindo-se esta nova edição numa coleção de clássicos imperdíveis. Com um protagonista improvável, um possante e destemido cão, revela se uma grande história de aventuras, intercalada por episódios de crueldade, que nos dá a conhecer uma época dura na história da América do Norte.  
Após a descoberta de ouro no norte do Canadá e no Alasca, Buck, um cão nascido numa grande e tranquila quinta no sul da
Califórnia, é levado para o gelado e perigoso Norte. O protagonista canino vê-se encurralado num mundo de maus tratos e riscos constantes, e é através do seu ponto de vista que surge um retrato histórico e humano deste período contorbado do final do século XIX.   
Um romance marcado pela dor da perda, mas também pela coragem, redenção e lealdade, onde Jack London apresenta uma inspiradora defesa dos direitos e da dignidade dos animais.  
«O primeiro dia de Buck na praia de Dyea foi um verdadeiro pesadelo. Não houve uma hora sem sobressalto ou surpresa. Fora arrancado do seio da civilização e lançado no coração das coisas primitivas. Viver sempre alerta tornava-se uma necessidade imperiosa, porque estes cães e estes homens não eram cães e homens da cidade. Eram selvagens, todos eles, e não conheciam outra lei que não fosse a do caccete e dos dentes.»  

Sinopse:
«Buck é um cão que se vê arrancado do conforto da quinta onde nasceu e lançado numa vida dura e perigosa. Nos rigores do Alasca, Buck tem de aprender a viver com quase nada e a adaptar-se à exigência e à crueldade dos seus sucessivos donos, até que conhece John Thornton, um ser humano que reconhece a sua inteligência e nobreza e de quem Buck se torna um amigo leal e devoto, 
salvando-lhe a vida por diversas vezes. Mas, depois de ter sofrido tanto às mãos dos homens, o apelo da floresta parece-lhe cada vez mais irresistível…»
 
Sobre o autor:
Jack London nasceu em 1876, nos EUA. Foi trabalhador sazonal, marinheiro, ladrão de ostras, jornalista, ativista e escritor. A sua experiência como garimpeiro no Yukon, Canadá, serviu de inspiração para vários livros. Morreu em 1916 com apenas 40 anos. 

 
 

Sextante Editora - "Escutai as nossas derrotas", o novo romance de Laurent Gaudé

Título: Escutai as nossas derrotas 
Autor: Laurent Gaudé 
Págs.: 240
PVP: 16,60 €  

Beleza, guerra e fatalidade.  
O terrorismo no Médio Oriente marca o ponto de partida do novo livro do autor 
 
Tendo como pano de fundo um tema mais atual do que nunca, o mais recente livro de Laurent Gaudé leva-nos até às cidades destruídas do Médio Oriente e à luta contra o terrorismo. Escutai as nossas derrotas, que a Sextante Editora publica a 14 de setembro, é um romance sobre o valor da humanidade e da beleza, protagonizado por um espião francês e uma arqueóloga iraquiana. Através desta história de amor e ação, o autor questiona-nos:  E se, desde sempre, a derrota não tiver nada a ver com o fracasso? E se não se tratava de ter êxito ou falhar na vida mas sim de aprender a perder, de aceitar essa fatalidade?

O LIVRO 
Um agente dos serviços secretos franceses, invadido por uma enorme melancolia, é encarregado de encontrar em Beirute um antigo membro dos comandos de elite norte-americanos suspeito de diversos tráficos. Cruza o seu caminho uma arqueóloga iraquiana que tenta salvar os tesouros das cidades bombardeadas. As longínquas epopeias de heróis do passado intrometem-se nos seus percursos - o general Grant esmagando os Confederados, Aníbal marchando sobre Roma, Hailé Selassié levantando-se contra o agressor fascista… Um romance que constata a inanidade de toda a conquista e proclama que só a humanidade e a beleza valem a pena que se morra por elas.
 
O AUTOR 
Laurent Gaudé nasceu em Paris em 1972. Dramaturgo e romancista, obteve em 2004 o Prémio Goncourt com o romance O sol dos Scorta. Publicado em 34 países, tem também traduzidos em Portugal os seus livros A morte do rei Tsongor (2002), Eldorado (2006), Noite dentro, Moçambique (2007), A porta dos infernos (2008), Furacão (2012), e A última viagem (2013). 



13/09/2017

Porto Editora: Mário Cordeiro apresenta "As aventuras do urso Malaquias"

Títulos: Malaquias não resiste a um chocolate e
Malaquias não gosta de perder 
Autor: Mário Cordeiro 
Ilustrações: Raquel Santos 
Págs.: 32 
Capa: dura 
PVP: 10,90 € 

Nova coleção infantil da Porto Editora ajuda os mais pequenos a lidar com sentimentos e compreender valores 

Em setembro, o catálogo de literatura infantil da Porto Editora cresce com a adição de mais um grande autor: o pediatra Mário Cordeiro, autor de vários bestsellers vocacionados para pais e educadores, apresenta a sua primeira coleção para crianças, As aventuras do urso Malaquias. Através de histórias divertidas com personagens de fácil identificação, como, por exemplo, o urso Malaquias, a girafa Manelinha ou o leão Sabichão, estes títulos trabalham alguns dos comportamentos comuns nos mais pequenos – a cobiça, a frustração na derrota e na interação com os amigos – ensinando-os a lidar com as adversidades por eles causadas e a compreender valores e sentimentos. Malaquias não resiste a um chocolate e Malaquias não gosta de perder são os dois primeiros títulos e chegam às livrarias de todo o país no dia 14 de setembro.  Destinados a crianças dos 3 aos 6, estes livros distinguem-se ainda pelas várias e valiosas dicas de atuação deste reconhecido especialista, destinadas a pais e educadores.  

SINOPSES   
Malaquias não resiste a um chocolate 
O urso Malaquias é guloso - afinal somos todos um bocadinho, não é? Mas uma coisa é ser guloso e controlar a gulodice, outra é, devido a ela (ou ao desejo de ter o que é dos outros), apropriarmo-nos do que não é nosso, seja um chocolate ou outro objeto. Depois de não ter resistido a um impulso e de ter roubado o chocolate à girafa Manelinha, o Malaquias viu como o seu gesto afetou os seus amigos e o deixou mal perante os outros. Valeu a sabedoria do leão Sabichão, que soube como resolver o problema a bem. 

Malaquias não gosta de perder 
O urso Malaquias é como alguns meninos e meninas: não gosta de perder. Todavia, perder faz parte da vida, tal como ganhar. O que importa é definirmos objetivos que não sejam demasiado ambiciosos e termos a noção de que nem sempre os conseguiremos atingir. No entanto, com estratégia, inteligência, organização, método, trabalho e tempo teremos mais hipóteses de vencer e, tão importante quanto isso, saber vencer, como perder e saber perder. Nesta história, o Malaquias percebeu que a reação de raiva que teve, quando perdeu o jogo com a girafa Manelinha, o deixou triste, zangado e mais afastado dos amigos. Felizmente, o leão Sabichão estava atento… 

O AUTOR
Mário Cordeiro, pediatra, professor aposentado de pediatria e de saúde pública da Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa. Foi presidente da Secção de Pediatria Social e Comunitária e da European Society for Social Paediatrics e fundador e presidente da Associação para a Promoção da Segurança Infantil. É membro das Comissões Nacionais de Saúde da Mulher e da Criança, Direitos da Criança e Boas Práticas em Lares e da Academia das Letras e das Artes. É autor de vários bestsellers, como O Grande Livro do Bebé, O Livro da Criança ou O Grande Livro da Adolescente.  De tanto falar e cuidar delas, dedica-se agora à escrita para crianças. 

 

Para beijar África: a África das artes e da cultura



O BEIJO DA MADAME KI-ZERBO
Adriano Mixinge
Página: 152
PVP: 14,50 €
Ficção / Romance
Nas livrarias a 20 de Setembro


SINOPSE
A fotografia, a arte, a literatura africana contemporânea são as grandes fontes de inspiração e de debate deste livro. Antologia de 36 textos de Adriano Mixinge, publicados, entre 1997 e 2009, nas colunas «Cartas de Espanha» e «Postal de Paris», no Jornal de Angola, este é um livro cos¬mopolita: nele se comparam pinturas como Dans la Guerre, de Viteix, e Guernica, de Picasso; nele se fala da singularidade da obra artística de Annette Messager; da vitalidade cultural de Paris e de Madrid; da transcendência do encontro com Jacqueline Ki-Zerbo em Granada; desse momento em que também conhece Rosa Cubillo; das saudades de Luanda e o sonho de uma n’denguelândia em Angola.
Um livro que testemunha um período fértil em experiências cul¬turais e em encontros que marcaram a vida do autor, e que ajudam a compreender tanto a trajectória profissional como as escolhas esté¬ticas e criativas até à publicação do premiado romance O Ocaso dos Pirilampos.

ILUSTRAÇÕES DA CAPA E DO INTERIOR DE ROSA CUBILLO

Sobre o autor:
Adriano Mixinge. Nasceu em Luanda, em 1968. É autor do romance Tanda (Edições Chá de Caxinde, Luanda, 2006) e do livro de ensaios Made in Angola: arte contemporânea, artistas e debates (Éditions L’Harmattan, Paris, 2009). Com o romance O Ocaso dos Pirilampos, recebeu o Prémio Literário Sagrada Esperança (Guerra e Paz, 2014).
Aos 11 anos, viajou para Cuba. Passou a sua adolescência na Ilha da Juventude. Formou¬-se em História da Arte, em Havana. Em 1993, regressou a Angola. Foi investigador no Mu¬seu Nacional de Antropologia de Luanda, editor cultural do Jornal de Angola e comissário de diversas exposições de arte, sendo a mais importante «Entre a Guerra e a Paz», exibida na primeira Bienal de Arte Contem¬porânea de Joanesburgo, em 1995.
Em 2002, foi nomeado conselheiro cultural na Embaixada de Angola em França. Organizou o projecto artístico «Angola, mon amour» (Musée du Quay Branly, Paris, 2008) e a exposição «Angola, Figuras de Poder» (Musée Dapper, Paris, 2011), entre outras.
Actualmente é conselheiro cultural na Embaixada de Angola em Espanha.



Novidade Cultura - LIVRO DO GALO de Jorge Reis-Sá

O LIVRO DO GALO
Jorge Reis-Sá 
Género
: Não-Ficção  
Págs: 136 
PVP: 15,50€  
Data de Publicação: 15/Set/2017 

O GUIA PARA ENCONTRAR A FELICIDADE DE SER PORTUGUÊS

SINOPSE  
Diz-se que Portugal é o país da melancolia, do «quase», do «vai-se andando». O Livro do Galo mostra-nos a forma peculiar, e bem lusitana, de estarmos felizes – mesmo que o não saibamos, «porque o português é feliz estando triste. Porque o português é triste estando feliz».  
Do sol ao mar, da comida ao desenrascanço, da língua à maledicência, da seriedade da literatura à obsessão com a Selecção Nacional, este livro, repleto de humor e perspectiva.  
Mas o Livro do Galo é também um guia, passo a passo, para encontrar a felicidade de ser português, ajudando o leitor a lidar com a melancolia, a ciclotimia ou até a histeria (no trânsito), porque, como diz o Galo, «ser feliz à portuguesa é perceber que tudo vai correr mal no fim. Mas que, no entretanto, nos vamos safar maravilhosamente bem». Porque a melhor definição de saudade, como escreve o autor, é arroz de cabidela.  

O AUTOR  
Jorge Reis-Sá é editor e consultor editorial.  Enquanto escritor, estreou-se em 1999 com um livro de poemas. Desde aí, publicou poesia, contos, crónicas e romances. Colabora desde essa altura com a comunicação social, tendo sido cronista da LER e da revista Sábado, entre outras publicações. Editado no Brasil pela Record, viu o seu romance Todos os Dias (Dom Quixote, 2006) ser considerado um dos livros do ano pela revista Os Meus Livros. Co-organizou, com Rui Lage, a maior antologia de poesia portuguesa alguma vez feita, Poemas Portugueses – Antologia da Poesia Portuguesa do Séc. XIII ao Séc. XXI. Em 2015, publicou o seu segundo romance, A Definição do Amor, na Guerra & Paz, com edição brasileira pela Tordesilhas. 

 

Porto Editora - "A Última Viúva de África", o novo livro de Carlos Vale Ferraz

Título: A Última Viúva de África 
Autor: Carlos Vale Ferraz 
Págs.: 200 
PVP: 16,60 €

A partir da história real de uma mulher portuguesa que não quis abandonar a sua nova pátria, o autor procura compreender as linhas do processo de descolonização africano
A 21 de setembro, a Porto Editora publica A Última Viúva de África, o novo romance de Carlos Vale Ferraz, referência na literatura sobre a guerra colonial. Este novo livro transporta-nos para as origens das lutas pela independência nas colónias africanas, no Congo, e a partir daí para os seus reflexos em Angola e Moçambique, recorrendo a personagens reais e ficcionadas.  O sucesso, o dinheiro e o poder contrastam com a miséria e a guerra, num livro onde o autor reflete, em grande parte, sobre o processo de descolonização africano iniciado no Congo, e questiona se de facto terá existido aquilo que os historiadores têm designado por «movimento descolonizador».  A Última Viúva de África será apresentado por Pedro Pezarat Correia no dia 27 de setembro, às 18:30, na FNAC do Chiado.  

SINOPSE 
Alice Oliveira, nascida e criada no Minho, num meio pobre e sem outros horizontes a não ser o casamento com algum camponês borrachão e a criação de uma enorme e desgraçada prole, ou o trabalho duro nas fábricas locais, cedo tomou as rédeas do seu destino. Nos anos cinquenta do século passado terá emigrado para o continente africano, pertencendo ao reduzido número de portugueses que permaneceu na antiga colónia belga do Congo após a independência. Conhecida nesses tempos por Madame X pelas autoridades portuguesas, para quem trabalhava como informadora, e por Kisimbi, a «mãe», pelos mercenários que combatiam em prol da secessão do Catanga, ela permanece uma figura misteriosa, que ganha contornos bem definidos neste romance, A Última Viúva de África, onde se recria o percurso de vida, os motivos, os encontros e desencontros e a rede de contactos que fizeram dela a amante frustrada do continente africano, a viúva branca de um paraíso perdido com a descolonização. 

O AUTOR 
Carlos Vale Ferraz, pseudónimo literário de Carlos de Matos Gomes, nasceu a 24 de julho de 1946, em Vila Nova da Barquinha. Foi oficial do Exército, tendo cumprido comissões em Angola, Moçambique e Guiné. O seu romance Nó Cego (1983) tornou-se de referência obrigatória na ficção portuguesa sobre a guerra colonial. Algumas das suas obras foram adaptadas ao cinema e à televisão, e colaborou com Maria de Medeiros no argumento do filme Capitães de Abril. É investigador de História Contemporânea de Portugal. Publicou, como Carlos de Matos Gomes e em coautoria com Aniceto Afonso, os livros Guerra Colonial, Os Anos da Guerra Colonial e Portugal e a Grande Guerra.
 
 

A Amiga, de Dorothy Koomson



Opinião:
Conheci a autora na FLL,é uma simpatia, quanto à minha opinião sobre os seus livros, tem sido de altos e baixos, ao contrário da maioria das pessoas por exemplo o livro A filha da minha melhor amiga, não me arrebatou, gostei mais de outros livros, mas posso afirmar que de todos os que já li, este, A Amiga, foi o que gostei mais, fiquei completamente absorvida durante toda a leitura.
Acho que quem leu Pequenas Grandes Mentiras, de Liane Moriarty, não vai deixar de sentir que existem semelhanças, porque a  história de ambos envolve pais, crianças, uma escola e um acontecimento marcante, mas é só isso.
A acção decorre em Brighton, no Reino Unido, e o enredo gira em volta do que aconteceu a Yvonne, a mãe mais “popular”, foi agredida e deixada às portas da morte no pátio da escola, as outras mães com quem se dava melhor, a Maxie, Anaya e Hazel são à partida suspeitas.
Depois temos Cece, que é nova no sitio, os filhos vão iniciar o ano lectivo, não conhece ninguém, sabe superficialmente o que se passou com Yvonne e quem são as suas amigas mais intimas, não conseguindo despir-se da sua faceta profissional, como investigadora Cece vai esmiuçar e tentar descobrir o que de facto aconteceu.
Achei que a forma com está narrada esta história, do ponto de vista das quatro personagens, confunde e intriga-nos, dá a visão de cada uma, vai desvendando segredos do passado, que não queriam que se soubesse, e sem dúvida que a máxima de que as aparências iludem, aplica-se a estas mulheres, no fundo ninguém é o que que parece. Pensamos que são personagens fúteis, mas aquilo que escondem do passado faz o leitor ter uma percepção muito diferente de cada uma delas, vamos percebendo que todas tem telhados de vidro.
A verdade é que autora soube criar um enredo engenhoso em torno destas mulheres, da sua amizade, expondo a sua vida, revelando o lado obscuro de cada uma delas, levanta suspeitas para de seguida as descartar, faz-nos pensar que o/a culpado/a é um, quando na verdade é alguém que não esperávamos, gostei das reviravoltas que esta história dá, agarra-nos, e ainda consegue surpreender-nos no final, em suma é um livro de leitura compulsiva, gostei muito.

(Lido em Agosto)